Central de Dúvidas Frequentes
Explore nossa base de conhecimento técnico dividida por áreas de atuação. O Dr. Diogo Emílio Rezende de Carvalho estruturou respostas precisas para as demandas mais complexas do Direito Penal.
1. Acompanhamento de Prisão e Urgências
O que é a prisão em flagrante e quais os meus direitos?
A prisão em flagrante ocorre quando alguém é surpreendido cometendo o crime, acaba de cometê-lo ou é encontrado logo após com elementos que presumam ser ele o autor. O detido possui garantias constitucionais absolutas: direito ao silêncio, direito de não produzir provas contra si mesmo e o direito inalienável de comunicar-se imediatamente com seu advogado.
Por que a presença do advogado na delegacia é urgente?
Nas primeiras horas da prisão, o suspeito encontra-se em estado de extrema vulnerabilidade. A atuação técnica intervém para coibir interrogatórios abusivos, evitar que o cliente assine confissões sob coação e analisar imediatamente a legalidade do auto de prisão. Uma defesa falha na delegacia pode comprometer todo o processo judicial futuro.
O que acontece na audiência de custódia?
Realizada em até 24 horas após a prisão, a audiência de custódia não julga se o acusado é culpado ou inocente. O juiz avalia a legalidade da prisão e eventuais maus-tratos policiais. É neste momento crítico que o escritório atua apresentando documentos de vínculo (emprego lícito, residência fixa) para buscar o relaxamento da prisão ou a concessão de liberdade provisória.
Qual a diferença entre Prisão Temporária e Preventiva?
A Prisão Temporária possui prazo rígido (5 a 30 dias) e serve apenas para viabilizar as investigações no inquérito. A Prisão Preventiva não tem prazo estipulado e é decretada pelo juiz para "garantir a ordem pública" ou a "aplicação da lei penal". O escritório atua com Habeas Corpus no TJGO, STJ e STF para combater qualquer decreto prisional sem fundamentação concreta.
Posso ser preso apenas por reconhecimento fotográfico?
Não. A jurisprudência pacificada do STJ determina que o reconhecimento fotográfico (muitas vezes feito de forma induzida por álbuns em delegacias) não é prova suficiente, de forma isolada, para embasar uma prisão preventiva ou condenação. O Dr. Diogo atua fortemente para anular reconhecimentos que não seguem o rigor do artigo 226 do CPP.
O que é o relaxamento de prisão ilegal?
É o pedido imediato feito ao juiz quando a prisão ocorre com violação de direitos (ex: invasão de domicílio sem mandado, agressão policial ou excesso de prazo na conclusão do inquérito). Uma prisão ilegal não pode ser mantida ou convertida em preventiva, devendo o réu ser solto imediatamente.
A polícia pode entrar na minha casa sem mandado para me prender?
O domicílio é asilo inviolável. Sem ordem judicial, a polícia só pode adentrar uma residência em casos de flagrante delito evidente ou prestação de socorro. O STF já firmou tese de que "denúncia anônima" ou fuga para o interior da casa não autorizam a invasão. Atuamos para declarar a nulidade da invasão e de todas as provas apreendidas.
Como funciona o pedido de fiança na delegacia?
O Delegado de Polícia só pode arbitrar fiança para crimes cuja pena máxima não seja superior a 4 anos (ex: furto simples, embriaguez ao volante). Para crimes mais graves (ex: roubo, tráfico, estupro), o pedido de fiança ou liberdade provisória deve ser feito obrigatoriamente pela defesa técnica ao Juiz competente na audiência de custódia.
É possível substituir a prisão por tornozeleira eletrônica?
Sim. A legislação brasileira define a prisão como a *última ratio* (medida extrema). O escritório atua para demonstrar ao juízo que o monitoramento eletrônico, aliado ao recolhimento domiciliar noturno e entrega de passaporte, é suficiente para garantir o andamento do processo sem a necessidade de manter o cliente em uma penitenciária.
O escritório atende chamados durante a madrugada?
Sim, o atendimento criminal é ininterrupto. O plantão 24 horas funciona por meio dos contatos (62) 3609-5750 e (62) 98206-1918. Operações policiais não têm horário para acontecer, e a presença imediata da defesa nas centrais de flagrante de Goiânia e região metropolitana é a nossa prioridade.
2. Investigação e Inquérito Policial
O que é um inquérito policial e qual a sua finalidade?
O inquérito policial é um procedimento administrativo preparatório conduzido pela Polícia Judiciária. Sua finalidade não é punir, mas sim reunir provas e elementos de informação sobre a materialidade (ocorrência) de um crime e seus indícios de autoria, para que o Ministério Público decida se oferece ou não a denúncia formal.
Fui intimado para depor na delegacia. Sou obrigado a comparecer?
Sim, o comparecimento é obrigatório, mas ir sozinho é um erro gravíssimo. Na condição de testemunha ou investigado, o depoimento molda o rumo da investigação. O Dr. Diogo Emílio realiza reuniões prévias com o cliente, analisa o inquérito e garante que o depoimento ocorra de forma técnica, sem armadilhas.
Posso ficar em silêncio durante o interrogatório na polícia?
Completamente. O direito de permanecer em silêncio (art. 5º, LXIII, CF) é absoluto e não pode ser usado contra você para configurar "culpa". Estrategicamente, a defesa orienta o silêncio na fase policial para que seja possível construir a tese defensiva e apresentar a versão dos fatos apenas perante o Juiz, em ambiente neutro.
Como a defesa atua preventivamente durante o inquérito?
A advocacia investigativa moderna permite atuação de forma proativa. O escritório requer oitivas de testemunhas de defesa, junta laudos técnicos particulares e evita indiciamentos arbitrários, buscando esclarecer os fatos antes que o Ministério Público formule a acusação formal.
O que é o trancamento de inquérito policial via Habeas Corpus?
Se a investigação não tiver fundamento, o crime estiver prescrito ou os fatos narrados não configurarem crime (atipicidade), impetramos um Habeas Corpus visando o trancamento do inquérito. É uma medida para arquivar as investigações imediatamente, cessando o constrangimento ilegal de ser investigado sem justa causa.
A polícia pode apreender meu celular durante a investigação?
Apenas com ordem judicial (mandado de busca e apreensão). Além disso, a quebra de senha e o espelhamento do WhatsApp demandam decisões fundamentadas. Caso o celular seja apreendido ilegalmente, a defesa atua para declarar a nulidade da prova material e buscar a restituição imediata do aparelho.
O advogado tem acesso aos autos do inquérito policial sigiloso?
Sim. Conforme a Súmula Vinculante nº 14 do STF, é direito fundamental do defensor ter acesso amplo a todos os elementos de prova que já estiverem documentados nos autos, mesmo que o inquérito tramite em sigilo absoluto, para garantir o exercício pleno da defesa.
Qual o prazo para a conclusão de um inquérito policial?
No âmbito da Justiça Estadual, o prazo é de 10 dias se o investigado estiver preso, e 30 dias se estiver solto. Na Polícia Federal, é de 15 dias (preso) e 30 dias (solto). Atrasos injustificados com o cliente preso geram excesso de prazo, fundamentando pedidos de relaxamento de prisão via Habeas Corpus.
O inquérito policial sempre resulta em um processo criminal?
Não. Se a defesa atuar brilhantemente na fase investigativa e demonstrar ao Delegado ou ao Promotor de Justiça que não há elementos de autoria, ou que o cliente agiu em legítima defesa, o Ministério Público pode solicitar o arquivamento do inquérito, encerrando o caso sem ação penal.
Como funciona a quebra de sigilo bancário e telemático?
Medidas invasivas como escutas telefônicas e quebras de sigilo bancário exigem severa fundamentação judicial (Lei nº 9.296/96). A Advocacia Criminal GO faz uma devassa técnica na legalidade destas decisões; se o juiz deferiu a quebra sem justificativa concreta, a prova é declarada ilícita e retirada dos autos.
3. Tribunal do Júri e Crimes Contra a Vida
Quais crimes são julgados pelo Tribunal do Júri?
O Tribunal do Júri possui competência constitucional exclusiva para julgar crimes dolosos contra a vida. Isso abrange o homicídio (simples ou qualificado), infanticídio, aborto e o induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, inclusive nas modalidades tentadas.
O que é a decisão de pronúncia?
O processo de júri possui duas fases. A decisão de pronúncia ocorre ao final da primeira fase (juiz singular), onde o magistrado entende que há indícios suficientes de autoria e materialidade para enviar o réu ao julgamento popular perante os sete jurados (Plenário).
Como a defesa busca a impronúncia ou absolvição sumária?
A atuação foca fortemente na primeira fase para evitar que o cliente seja submetido aos jurados. Se for provado que não há indícios de autoria, pede-se a Impronúncia. Se demonstrado de imediato que o ato foi em legítima defesa provada por perícias, exige-se a Absolvição Sumária do cliente pelo próprio juiz.
O que é a tese de legítima defesa no Tribunal do Júri?
É a demonstração técnica e argumentativa de que o acusado utilizou os meios proporcionais e necessários apenas para repelir uma agressão injusta e atual, a fim de proteger sua própria vida ou a de terceiros. Esta tese atua como excludente de ilicitude e leva à absolvição direta pelos jurados.
Como funciona a escolha dos jurados (Conselho de Sentença)?
No dia do julgamento, de 25 cidadãos alistados, 7 são sorteados. A defesa e o promotor podem "recusar" até 3 jurados cada um, sem precisar justificar (recusa peremptória). O escritório realiza o mapeamento prévio do perfil dos jurados para garantir o conselho mais imparcial possível para o caso.
É possível recorrer da decisão dos jurados?
A Constituição garante a soberania dos veredictos. Contudo, se a condenação for manifestamente contrária às provas dos autos, ou se houver erro técnico do juiz ao fixar a pena, protocola-se Apelação Criminal no Tribunal de Justiça pedindo a anulação e a realização de um novo Júri.
O que são as qualificadoras do homicídio e como afastá-las?
Qualificadoras (motivo fútil, meio cruel, emboscada) aumentam a pena base do homicídio de 6 para 12 anos. O Dr. Diogo Emílio atua metodicamente para "decotar" (retirar) essas agravantes quando o Ministério Público as insere de forma infundada, reduzindo drasticamente a carga penal imposta ao cliente.
O que acontece se houver empate na votação dos jurados?
O conselho de sentença é composto por 7 jurados justamente para evitar empate. O veredicto é definido por maioria simples (4 votos a 3). Após o quarto voto afirmativo ou negativo sobre um quesito, o juiz encerra a contagem para preservar o sigilo das votações.
Qual a importância da oratória e sustentação oral no Plenário?
No Plenário, a defesa fala para a sociedade (jurados), não apenas para um juiz técnico. A capacidade oratória, persuasão, encenação de provas e o controle emocional são vitais. O Dr. Diogo possui expertise avançada para traduzir o tecnicismo penal em uma narrativa convincente e humana perante o júri.
A família da vítima pode atuar no processo do Júri?
Sim, através da figura do "Assistente de Acusação". A família contrata um advogado criminalista para trabalhar lado a lado com o Promotor de Justiça, auxiliando na produção de provas e realizando sustentação oral no Plenário. O escritório atua com rigor prestando este serviço de assistência técnica à família.
4. Tráfico de Drogas (Lei 11.343/06)
Qual a diferença entre a pena de tráfico e a de uso de drogas?
O crime de tráfico (Art. 33) impõe reclusão de 5 a 15 anos e multa pesada. Já a posse para uso pessoal (Art. 28) não gera prisão, prevendo apenas advertência, prestação de serviços ou medida educativa. Desclassificar o crime de tráfico para uso é a principal linha de defesa para usuários injustamente acusados.
Quem decide se a droga era para tráfico ou consumo próprio?
A lei não estabelece quantidade exata. O juiz avalia a natureza da substância, local da apreensão, condições da ação e histórico do acusado (Tema 506 do STJ). A atuação da defesa foca em demonstrar a ausência de petrechos (balanças, anotações, dinheiro fracionado) e a licitude da vida financeira do cliente para afastar o dolo de tráfico.
O que é o tráfico privilegiado e quem tem direito?
O privilégio (§4º do Art. 33) é uma redução de pena de 1/6 a 2/3. Tem direito o réu que é primário, possui bons antecedentes, não se dedica a atividades criminosas e não integra organização criminosa. Quando deferido, a pena cai consideravelmente, permitindo a substituição da prisão por prestação de serviços comunitários.
O que configura o crime de associação para o tráfico?
O Artigo 35 exige comprovação de vínculo estável e permanente entre duas ou mais pessoas para a venda de entorpecentes. Se a polícia prender duas pessoas juntas vendendo droga uma única vez, isso não configura associação. O Dr. Diogo Emílio atua para absolver o réu do Art. 35, diminuindo drasticamente a carga penal imposta.
A palavra do policial é suficiente para condenar por tráfico?
Embora os depoimentos de policiais tenham fé pública, o STJ entende que, de forma isolada e sem amparo em outras provas materiais, não bastam para uma condenação incontestável. A defesa expõe divergências no inquérito e exige imagens das câmeras corporais para confrontar narrativas viciadas.
Como a defesa contesta a invasão de domicílio em casos de tráfico?
O STF e o STJ definiram que a polícia não pode invadir domicílios baseada apenas em "atitude suspeita" ou "denúncia anônima". É necessária uma fundação prévia justificada. Se a invasão for irregular, todo o flagrante é declarado nulo e as provas (drogas apreendidas) são invalidadas, resultando na absolvição.
Cães farejadores justificam a entrada sem mandado em residências?
Não. A jurisprudência recente dos Tribunais Superiores entende que o simples fato de um cão farejador indicar a presença de entorpecentes na calçada ou muro de uma residência não autoriza, por si só, a invasão da casa sem mandado judicial. A busca domiciliar nesses termos gera nulidade processual.
O que é a quebra da cadeia de custódia na apreensão de drogas?
A Lei Anticrime exige o registro de todas as etapas de manuseio da prova, do momento em que o policial encontra a droga até o laudo pericial. Se os lacres forem violados, os pesos da droga não baterem ou o rastreio for perdido, a "cadeia de custódia" quebra, o que torna a prova imprestável para a condenação.
Posso responder ao processo de tráfico em liberdade?
Sim. Embora o tráfico seja crime equiparado a hediondo, a prisão preventiva não é automática. Se o acusado for primário, tiver endereço fixo e a quantidade de entorpecente não apontar alta periculosidade, a defesa técnica atua com recursos para garantir que o cliente responda em liberdade provisória.
Veículos e bens apreendidos no tráfico podem ser recuperados?
Sim, através de um Pedido de Restituição. É preciso comprovar cabalmente a origem lícita do bem (notas fiscais, contratos, financiamentos) e demonstrar que o veículo ou imóvel não possuía vínculo direto e estrutural com o comércio de entorpecentes, evitando a perda do bem em favor do Estado.
5. Violência Doméstica (Lei Maria da Penha)
Quais crimes se enquadram na Lei Maria da Penha?
A Lei 11.340/06 não cria crimes novos, mas agrava as penas quando delitos ocorrem em contexto de subordinação e relação íntima de afeto. Enquadram-se aqui: lesão corporal, ameaça, constrangimento ilegal, calúnia, invasão de domicílio, destruição de bens (patrimonial) e violência psicológica, quando praticados contra a mulher.
Como funciona a concessão de Medidas Protetivas de Urgência?
Elas são concedidas de forma liminar (imediata) pelo juiz, muitas vezes apenas com o relato da vítima na delegacia, determinando o afastamento do lar e a proibição de aproximação. A atuação criminal ocorre no processo principal para apresentar as provas de defesa e solicitar a revogação da medida.
Fui alvo de medida protetiva baseada em falsas acusações. O que fazer?
Falsas acusações são muito comuns em litígios de divórcio e guarda de filhos. O Dr. Diogo Emílio atua de forma analítica, reunindo áudios, mensagens, registros de GPS e testemunhas para comprovar a "Denunciação Caluniosa". Ingressamos com recursos no Tribunal visando revogar imediatamente as restrições indevidas.
O que acontece se eu descumprir uma medida protetiva?
O descumprimento é considerado crime autônomo (Art. 24-A) e gera, na esmagadora maioria das vezes, a prisão preventiva automática do agressor, sem possibilidade de fiança na delegacia. É vital não buscar qualquer contato com a vítima, deixando que toda negociação ocorra estritamente pelo advogado constituído.
A vítima pode "retirar a queixa" de lesão corporal?
Não. Conforme entendimento pacificado do STF, em casos de lesão corporal, a ação penal é pública incondicionada. Isso significa que o Estado (Ministério Público) processará o réu independentemente da vontade da vítima. A única via para evitar a condenação é mediante uma defesa criminal irretocável em juízo.
Homens também podem ser protegidos pela Lei Maria da Penha?
A Lei Maria da Penha é exclusiva para a proteção de pessoas do gênero feminino. Contudo, homens vítimas de violência em ambiente doméstico são protegidos pelo Código Penal comum e podem requerer medidas cautelares de afastamento contra companheiras violentas baseadas na legislação ordinária.
Afastamento do lar significa perder direitos sobre o imóvel ou filhos?
Não. A medida protetiva da Vara Criminal visa apenas a integridade física temporária. A partilha de bens, o direito à propriedade e a guarda/visitação dos filhos continuam sendo de competência das Varas de Família. Delimitamos o problema criminal para não prejudicar seus direitos civis.
O que é a violência psicológica e patrimonial?
A lei condena não só agressões físicas. A violência psicológica é conduta que causa dano emocional (humilhações, chantagem, controle de passos). A patrimonial envolve destruição de pertences, retenção de senhas, cartões e valores. A defesa técnica protege acusados nessas esferas que, muitas vezes, são mal interpretadas pelo judiciário.
A palavra da vítima é prova absoluta nesses casos?
Embora os tribunais atribuam valor especial à palavra da vítima em crimes clandestinos, ela não possui valor probatório absoluto. Se forem apontadas contradições flagrantes no depoimento ou apresentadas provas de álibi sólidas, o juízo é obrigado a absolver pelo princípio do In Dubio Pro Reo (na dúvida, a favor do réu).
Como evitar a prisão preventiva na violência doméstica?
A defesa age de forma proativa, comprovando ao magistrado que o cliente possui domicílio próprio distante da vítima, que cumpre religiosamente os limites das medidas protetivas e que não representa qualquer risco à ordem pública ou ao andamento da instrução criminal processual.
6. Crimes Cibernéticos e Digitais
O que são considerados crimes cibernéticos ou digitais?
São infrações penais cometidas total ou parcialmente através de dispositivos eletrônicos e redes de computadores. Incluem invasões de sistemas, fraudes PIX, clonagem de WhatsApp, divulgação não autorizada de conteúdo sensível (nudes) e crimes contra a honra praticados em redes sociais.
Fui acusado de fraude eletrônica (estelionato digital). Como me defender?
Acusações de fraude cibernética (Lei 14.155/21) exigem uma defesa hiperespecializada. O escritório foca na análise minuciosa de rastros digitais, quebra de IPs e laudos periciais forenses para demonstrar a ausência de autoria ou falhas técnicas na acusação elaborada pelo Estado.
Como a defesa contesta a autoria baseada apenas no endereço IP?
O STJ entende que o endereço de IP (Protocolo de Internet), isoladamente, identifica um terminal (como um roteador WiFi), mas não individualiza quem operava o teclado no momento do crime. É possível demonstrar a insegurança e as falhas das operadoras e a possibilidade de rede invadida para gerar a dúvida razoável.
O que constitui a invasão de dispositivo informático?
A Lei Carolina Dieckmann pune a invasão a celulares ou computadores para obter informações sem o consentimento do titular (inclusive pegar o celular do cônjuge ocultamente para ler mensagens). A defesa foca na análise do dolo e em provar eventual consentimento prévio para o acesso ao aparelho.
Quais as penalidades para o vazamento de fotos íntimas sem consentimento?
A divulgação de cena de nudez ou sexo sem consentimento (Revenge Porn) é crime previsto no Art. 218-C, com pena de reclusão de 1 a 5 anos, que pode ser aumentada se o autor tiver mantido relação íntima com a vítima. A atuação técnica visa descaracterizar a responsabilidade pela primeira postagem do vazamento.
Como atuar em casos de calúnia e difamação nas redes sociais?
O escritório representa tanto vítimas quanto acusados. A defesa exige a coleta correta das provas via "Ata Notarial" e o requerimento judicial aos provedores (Facebook, Meta, Google) para fornecimento de logs de acesso do usuário ofensor dentro do curto prazo estipulado pelo Marco Civil da Internet.
A polícia pode acessar minhas conversas de WhatsApp sem ordem judicial?
Jamais. O STJ e o STF possuem teses rigorosas de que a devassa em aplicativos de mensagens após prisão em flagrante, sem prévia autorização de um juiz, anula integralmente as provas obtidas e todas as consequências derivadas delas (Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada).
Como recuperar perfis de redes sociais hackeados judicialmente?
Ingressa-se com ações de Obrigação de Fazer com Pedido de Tutela de Urgência na área Cível (combinada com denúncia Criminal), exigindo que os provedores de aplicação (como a Meta) devolvam o acesso do titular da conta e identifiquem os IPs utilizados pelos criminosos na invasão.
O que é a cadeia de custódia da prova digital e por que ela é anulada?
Provas digitais (prints, áudios, HDDs) são voláteis. A cadeia de custódia exige métodos rigorosos (espelhamento, hashing forense) para garantir que arquivos não foram alterados. Se o Ministério Público ou a polícia apresenta "prints" isolados sem atestado forense, a defesa impugna a prova exigindo sua exclusão dos autos.
Empresas podem ser responsabilizadas criminalmente por vazamento de dados?
Em regra, a responsabilização criminal por invasão (hackers) é focada no autor humano direto, contudo, a LGPD impõe graves penalidades cíveis e multas astronômicas para a empresa. A atuação jurídica garante a resposta técnica junto às autoridades em caso de incidentes graves e ataques virtuais.
7. Defesa em Crimes Sexuais
Qual a diferença entre assédio sexual e importunação sexual?
A Importunação (Art. 215-A) é qualquer ato libidinoso sem consentimento (ex: "encoxadas" ou toques indevidos em via pública). Já o Assédio Sexual (Art. 216-A) exige obrigatoriamente a relação de hierarquia, chefia ou subordinação no ambiente de trabalho para obtenção de favores. O enquadramento equivocado por parte da Promotoria gera anulação.
O que caracteriza o crime de Estupro de Vulnerável?
Praticar ato sexual com menor de 14 anos ou pessoa que não tenha discernimento para consentir (por embriaguez ou deficiência). A lei entende que o consentimento da vítima menor de 14 anos é absoluta e legalmente irrelevante. Trata-se de defesa hiper-complexa voltada à desconstrução da materialidade do fato narrado.
Como a defesa atua contra falsas acusações de crimes sexuais?
Diante da ausência de testemunhas visuais, as falsas acusações (muitas oriundas de alienação parental) demandam extrema agressividade técnica. O escritório produz perícias cruzadas, levantamentos de históricos de mensagens e utiliza laudos de psiquiatras forenses para desmascarar a falsidade da denúncia.
O que é o depoimento especial e a escuta especializada?
A Lei 13.431/2017 criou o Depoimento Especial, onde crianças e adolescentes vítimas são ouvidos por psicólogos no Fórum de forma lúdica. O Dr. Diogo atua formulando quesitos e fiscalizando estritamente o laudo final, pois psicólogos estatais não podem atuar fazendo juízo de valor ou induzindo perguntas à criança.
Como funciona o Segredo de Justiça nesses processos?
Processos envolvendo dignidade sexual correm legalmente sob sigilo processual rigoroso. O trabalho do escritório atua para blindar a honra do acusado, garantindo que o nome do cliente não vaze em diários oficiais abertos e que a investigação ocorra sem destruição prévia da sua reputação social.
É possível a absolvição se a única prova for a palavra da vítima?
Sim. O STJ determina que a palavra da vítima tem "especial valor probatório", mas não autoriza condenações baseadas no achismo. Ela deve, obrigatoriamente, ser coesa e harmoniosa ao longo do tempo. A defesa explora as inconsistências da acusação, forçando a absolvição por ausência material de provas.
Mensagens de texto e fotos são aceitas como provas de consentimento?
Sim, são vitais na defesa do crime de estupro tradicional (Art. 213). Extraímos provas telemáticas do WhatsApp, com validação de Ata Notarial, para demonstrar ao juízo que havia uma relação consentida entre as partes e que não existiu uso de força física ou grave ameaça.
Crimes sexuais são sempre considerados hediondos?
Não. A hediondez é aplicada estritamente ao Estupro (Art. 213) e Estupro de Vulnerável (Art. 217-A). Crimes de Importunação Sexual, Assédio, Violação Sexual Mediante Fraude e Registro Não Autorizado de Intimidade não são hediondos, o que permite benefícios na execução da pena e fiança durante o inquérito.
A embriaguez da vítima sempre configura vulnerabilidade?
Esta é uma discussão processual complexa. A jurisprudência estabelece que a vulnerabilidade por embriaguez deve suprimir *completamente* a capacidade de oferecimento de resistência da vítima. A defesa atua provando, através de câmeras de segurança ou testemunhas, que a pessoa mantinha sua capacidade de discernimento e consentimento ativa no ato.
Como a perícia e os assistentes técnicos atuam na defesa técnica?
Laudos médicos oficiais e do IML (Instituto Médico Legal) frequentemente contêm termos genéricos, como lesões compatíveis com "ato consensual". O escritório trabalha com Assistentes Técnicos (médicos forenses particulares) para interrogar peritos estatais e evidenciar que laudos não possuem capacidade absoluta para atestar ocorrência de força física criminal.
8. Crimes Financeiros e "White Collar"
O que são crimes de colarinho branco (White Collar)?
São delitos complexos cometidos por indivíduos e diretores empresariais em posições de alto padrão ou governamentais, sem violência ou força física. Incluem corrupção, evasão de divisas, fraudes em licitações, lavagem de capitais e crimes contra a ordem econômica (formação de cartel).
Quais as defesas cabíveis em acusações de Lavagem de Dinheiro?
A lei 9.613/98 exige a comprovação do "dolo de ocultar" o capital proveniente de uma infração anterior. Nossa defesa contábil e processual foca na licitude financeira das transações corporativas e afasta as alegações estatais de dolo ou blindagem patrimonial irregular.
O que caracteriza a Evasão de Divisas?
Prevista na Lei 7.492/86, configura-se ao enviar recursos financeiros ao exterior sem declarar às autoridades monetárias competentes, ou manter depósitos no exterior não declarados no Brasil. A defesa envolve regularizações contábeis internacionais e a demonstração da inexistência de má-fé dolosa por parte do contribuinte.
A sonegação fiscal sempre resulta em processo criminal?
Não. O STF estabelece, através da Súmula Vinculante 24, que a investigação e o processo criminal por crime tributário só podem ocorrer após a constituição do crédito tributário em definitivo. Defesas eficientes na esfera administrativa na Receita Federal podem travar ou impedir a persecução penal do empresário.
Como o pagamento do tributo afeta o crime de sonegação?
O pagamento integral do tributo, juros e multas devidos (antes ou mesmo durante o processo) resulta na "extinção da punibilidade", ou seja, o réu não poderá mais ser preso ou condenado pelo crime fiscal. A adesão a parcelamentos oficiais também suspende a ação penal criminal.
O que é Gestão Fraudulenta de instituição financeira?
É o crime cometido pelos administradores ou conselheiros de bancos e corretoras que usam de enganos, documentos falsos ou manobras ilícitas para esconder o risco real das operações da instituição. A defesa requer auditorias pesadas para provar a validade do risco sistêmico da operação contra as denúncias de fraudes.
Como desbloquear contas bancárias sequestradas (BacenJud/SisbaJud)?
Medidas cautelares do Estado muitas vezes asfixiam as contas de empresários. O escritório aciona o Judiciário via Mandado de Segurança provando que o bloqueio ultrapassa o teto legal, atinge verbas impenhoráveis (salários, pagamentos vitais) e que afeta desproporcionalmente o direito à ampla defesa do investigado.
O escritório atua em Acordos de Colaboração Premiada ou Leniência?
Sim. Quando a análise tática evidencia que a via de acordo gera os melhores benefícios, negociam-se duramente os termos com o Ministério Público ou a Polícia Federal. O foco é obter o perdão judicial total ou a drástica redução de penas em troca de eficácia probatória colaborativa, blindando o restante da empresa e dos diretores.
Como o Criminal Compliance evita a responsabilização de diretores?
A responsabilização criminal de empresas é limitada no Brasil, portanto os diretores acabam virando réus por ações tomadas por subordinados. Estruturar programas de compliance efetivos (treinamento e canais de denúncia) funciona como excludente, provando à justiça que a corporação não possuía domínio ou anuência do delito do funcionário isolado.
A inversão do ônus da prova é permitida em crimes financeiros?
Não. No direito penal brasileiro, o Ministério Público Federal tem a obrigação de provar que o dinheiro é ilícito (lavagem de capitais). Porém, muitos juízes estaduais acabam exigindo provas das empresas. O Dr. Diogo Emílio rechaça essa ilegalidade via recursos diretos no Supremo Tribunal Federal.
9. Sustentação Oral e Recursos nos Tribunais
O que é a sustentação oral e qual a sua importância no julgamento?
A sustentação oral é a prerrogativa do advogado (presencial ou virtual) nos Tribunais para proferir os argumentos de defesa de forma destacada aos Desembargadores e Ministros antes da votação. É o momento técnico decisivo que reverte falhas de juízes de 1ª instância, exigindo oratória de elite e total domínio do processo.
Em quais Tribunais o escritório realiza sustentação oral?
O Dr. Diogo Emílio Rezende de Carvalho realiza atuações combativas desde as instâncias regionais, como Câmaras do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e TRF-1, até os gabinetes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.
Fui condenado em primeira instância. O que fazer?
A condenação em 1º grau proferida por um único juiz não é definitiva. O escritório assume o processo para elaborar a "Apelação Criminal", apontando todos os erros processuais para que um colegiado de Desembargadores de 2ª instância absolva o cliente ou reforme e reduza a sentença severamente aplicada.
O que é a Apelação Criminal e qual o prazo para interpô-la?
É o recurso genérico que combate a sentença judicial na íntegra (ou partes dela). O prazo no processo penal é extremamente curto: a petição informando o desejo de recorrer deve ser protocolada em apenas 5 dias. Posteriormente, a defesa técnica tem 8 dias para protocolar as Razões Recursais aos tribunais.
Como funcionam o Recurso Especial (STJ) e Extraordinário (STF)?
Se o TJGO confirmar a condenação contrariando leis federais ou a Constituição da República, o processo pode subir para Brasília. Nesses tribunais da mais alta corte, não se rediscutem provas do crime, mas sim violações à "forma da Lei". A redação de teses nesses recursos é a área de atuação mais complexa do direito penal brasileiro.
O que são os Embargos de Declaração?
São recursos curtos apresentados quando a sentença ou o acórdão sofre de contradição, omissão ou obscuridade. Eles exigem que o próprio juiz corrija ou clarifique pontos exatos do documento, e são fundamentais para abrir caminho aos tribunais de Brasília (o chamado prequestionamento).
É possível recorrer de uma decisão mesmo estando preso?
Sim. É direito constitucional do réu recorrer em liberdade, sendo a prisão preventiva antes do trânsito em julgado cabível apenas em condições extremas e muito fundamentadas. Paralelamente aos recursos da condenação (Apelação), o advogado impetra Habeas Corpus pleiteando o direito de o cliente continuar em liberdade provisória durante as instâncias superiores.
A pena pode ser aumentada se apenas a defesa recorrer?
Não. É proibido pelo Direito brasileiro (Princípio da *Non Reformatio In Pejus*). Se o Ministério Público (acusação) não recorreu pedindo aumento, e apenas a defesa criminal enviou recurso apelando, o tribunal de segunda instância não pode, em nenhuma hipótese, aumentar ou agravar a pena estabelecida pelo juiz de base.
O que é a Revisão Criminal e quando ela é cabível?
Se esgotaram todos os prazos de recurso e o cliente foi condenado definitivamente, aciona-se a Revisão Criminal. Essa medida age como uma "ação rescisória", cabível a qualquer tempo para destruir erros e falhas profundas do Judiciário (como condenações em depoimentos mentirosos posteriormente comprovados ou o surgimento de um álibi ou prova nova de inocência).
Como a defesa atua na execução penal (progressões de regime)?
A atuação ocorre rigidamente na fase de cumprimento da pena requerendo a progressão do regime fechado para o semiaberto ou aberto, bem como na solicitação de Detração Penal (descontos de dias de pena por estudo ou trabalho do réu na cadeia), garantindo que o condenado passe pela execução penal com total respeito aos seus direitos.